Governadores se reúnem no DF e defendem diálogo com os EUA diante de tensões comerciais
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Encontro na casa de Ibaneis Rocha reuniu representantes de oito estados para discutir caminhos diplomáticos e econômicos após aumento de tarifas americanas sobre produtos brasileiros
Governadores de oito estados brasileiros participaram, nesta quinta-feira (7), de uma reunião articulada pelo governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, para discutir os recentes impactos da nova política tarifária dos Estados Unidos. O encontro ocorreu na residência oficial do chefe do Executivo brasiliense, no Lago Sul, em Brasília.
A reunião foi motivada pelas medidas econômicas adotadas pelo governo americano, que elevaram tarifas sobre produtos brasileiros e causaram preocupação entre os estados mais afetados pela exportação de commodities. Segundo os participantes, o objetivo do encontro foi buscar uma articulação conjunta para promover o diálogo com a administração norte-americana e evitar prejuízos às economias locais.
Participaram do encontro os governadores Tarcísio de Freitas (São Paulo), Jorginho Mello (Santa Catarina), Ratinho Junior (Paraná), Cláudio Castro (Rio de Janeiro), Romeu Zema (Minas Gerais), Ronaldo Caiado (Goiás), Mauro Mendes (Mato Grosso) e Wilson Lima (Amazonas), além do anfitrião Ibaneis Rocha.
Durante a conversa, os governadores discutiram medidas diplomáticas que possam contribuir para a redução das tensões e a manutenção de canais comerciais abertos entre o Brasil e os Estados Unidos. Entre as propostas está a elaboração de uma carta conjunta a ser enviada à Embaixada dos EUA, além da solicitação de uma agenda com representantes do Departamento de Comércio americano.
Ibaneis Rocha defendeu a cooperação entre os entes federativos como forma de proteger os interesses econômicos do país. Os gestores também demonstraram preocupação com os reflexos das tarifas sobre o agronegócio, setor diretamente impactado pelas novas barreiras comerciais.
A intenção do grupo é construir um posicionamento unificado que possa ser apresentado ao governo federal e a representantes internacionais, abrindo espaço para negociações que evitem perdas econômicas e estimulem a retomada do diálogo entre os países.
Foto: Renato Alves/Agência Brasília