Humilhação a mulheres negras e terroristas mimados pelo PT
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Delegações dormem em baias enquanto críticas apontam tratamento suave do governo a facções terroristas que espalham medo e exibem vídeos de jacarés alimentados com corpos humanos
Por Andrey Neves
O episódio do alojamento da Marcha Nacional das Mulheres Negras virou, para muita gente, um símbolo perfeito do país onde cartaz de igualdade é exibido com orgulho enquanto mulheres negras são colocadas para dormir em cocheiras. Delegações inteiras improvisando colchões sobre serragem, enquanto discursos oficiais exaltam “avanços sociais”. A única evolução perceptível foi a do cheiro de abandono misturado ao verniz político.
E o silêncio da imprensa continua sendo um espetáculo à parte. Se essa cena tivesse ocorrido em outra administração, teríamos plantão especial, debates inflamados e especialistas em zoologia explicando o comportamento da serragem em ambientes indignos. Mas como não é conveniente, a cobertura evapora mais rápido que promessa de campanha.
No calor dessas críticas, um ponto ecoa entre comentaristas e cidadãos indignados: o contraste entre o descaso com mulheres negras e a surpreendente suavidade com que parte da política nacional trata facções criminosas. O país inteiro já viu circular pela internet vídeos produzidos pelos próprios integrantes dessas organizações, exibindo ambientes que lembram cenários de horror cinematográfico. São gravações feitas pelos próprios criminosos em seus redutos clandestinos, locais que qualquer pessoa de bem jamais veria pessoalmente, mas que eles divulgam com orgulho para demonstrar poder e intimidar rivais.
Esses vídeos mostram cenas de terror e espaços reservados para tortura, com direito a redução de ruído para poderem fazer seus feitos sem chamar muita atenção no momento, além de jacarés que são alimentados com corpos humanos. E repito: eles gravam tudo para intimidar seus rivais e para mandar um recado claro à população na favela: quem manda é a impunidade. Essa impunidade pouco a pouco chega à política e ao poder do Brasil. Esses criminosos que são massageados pela máquina pública e chamados de vítimas.
E mesmo assim, há quem ainda resista à ideia de enquadrá-las como organizações terroristas, preferindo proteger narrativas em vez de proteger pessoas.
No fim das contas, fica a impressão de que algumas autoridades reservam mais sensibilidade para preservar a imagem dos criminosos do que para garantir dignidade às mulheres que viajaram de todo o país para participar de um evento oficial. É o retrato do Brasil onde prioridades escorregam na serragem da hipocrisia, onde discurso bonito vale mais que ação concreta e onde indignação seletiva continua sendo a política pública mais praticada.
Tags: política, desigualdade, segurança pública, opinião

