Gestão Paulo Henrique é associada a assédio e afastamentos no BRB
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Sindicalista afirma que empregados enfrentaram assédio moral, cobranças fora dos protocolos e elevado número de afastamentos durante o período
Andrey Neves
As críticas à gestão de Paulo Henrique no Banco de Brasília (BRB) ganharam novos capítulos após declarações do sindicalista Cristiano Severo, que atribuiu ao ex-dirigente um ambiente de pressão capaz de provocar adoecimento entre trabalhadores da instituição.
Durante entrevista, Severo afirmou que analistas eram frequentemente pressionados a aprovar operações em poucas horas, mesmo quando as normas internas previam prazos significativamente maiores para análise técnica. Segundo ele, funcionários que apontavam riscos ou irregularidades enfrentavam insistentes tentativas de reversão de seus pareceres.
O sindicalista descreveu o cenário como um período de forte desgaste interno. Em suas declarações, relatou que diversos profissionais teriam sido submetidos a cobranças constantes e a situações que classificou como assédio moral. Para ele, a estrutura de gestão da época contribuiu para um ambiente considerado hostil por parte dos trabalhadores.
Um dos pontos mais contundentes apresentados por Severo envolve os afastamentos por questões emocionais e psicossomáticas. Segundo ele, os números registrados durante a gestão de Paulo Henrique revelariam um quadro preocupante de adoecimento entre os empregados do banco.
As críticas não se limitaram ao ambiente de trabalho. Severo também defendeu a responsabilização de todos os agentes que eventualmente tenham participado de decisões consideradas prejudiciais à instituição. Na avaliação do sindicalista, a apuração dos fatos deve alcançar tanto aspectos administrativos quanto políticos.
Ao comentar os desdobramentos do caso Master e suas repercussões para o BRB, Severo afirmou que a população do Distrito Federal precisa receber respostas sobre as decisões tomadas no período e sobre os impactos financeiros decorrentes dessas operações.
Para o representante sindical, o momento exige investigações, transparência e fortalecimento dos mecanismos de controle interno. Ele sustenta que os episódios relatados não podem ser esquecidos e que a recuperação da confiança na instituição depende do esclarecimento completo dos fatos.
Tags: BRB, Cristiano Severo, Paulo Henrique, Banco de Brasília


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