CamaLeandro Grass: o camaleão da política no DF

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Entre mudanças de cores, críticas ao passado e polêmicas de campanha, Leandro Grass chega à reta final do segundo turno atrás de Celina Leão nas pesquisas.
Andrey Neves
“O papo que rola na internet” é que o camaleão, quando está com medo, muda de cor. Embora na natureza essa mudança tenha diferentes explicações, na política a comparação parece ter encontrado um personagem: o atual candidato do PT ao Governo do Distrito Federal, Leandro Grass, ou melhor, o “CamaLeandro Grass”.
Há quem diga que essa estratégia foi usada também pelos patriotas de IA, após o Janones, no grupo pró-Lula, falar para seu pessoal tirar uma foto “fazendo o L” e modificá-la com inteligência artificial para parecer que estavam com a camisa da seleção brasileira.
Não bastassem as polêmicas envolvendo o antigo candidato do PV, que no passado atacava o PT e o próprio Lula, agora, dentro do partido que tanto criticava, Grass parece ter descoberto os superpoderes da mudança de cor.
E não estamos falando apenas de metáfora. Basta observar a identidade visual adotada no segundo turno, quando o tradicional vermelho petista perdeu espaço para outras cores. Para seus críticos, uma tentativa de se desvincular da imagem do partido. Mas será que mudar as cores também muda o passado?
Afinal, o que um candidato é capaz de fazer para se eleger?
No caso de Leandro Grass, uma das estratégias que provocaram polêmica foi a distribuição de panfletos associando Celina Leão ao número 22 de Flávio Bolsonaro, distanciando a atual governadora de seu verdadeiro número nas urnas, o 11. A campanha de Grass defendeu o material como uma comparação política, enquanto adversários questionaram a possibilidade de confusão entre os eleitores. O caso chegou à Justiça Eleitoral, que negou o pedido liminar contra a distribuição dos panfletos.
Mas as tentativas de desgaste político não parecem ter produzido o resultado esperado nas pesquisas divulgadas nesta reta final.
E as polêmicas não param por aí.
Hoje, em nossa rede social, publicamos um vídeo que mostra uma mulher arrancando à força windbanners de Celina Leão na Ceilândia. A cena, registrada por um motorista, provocou indignação e críticas nas redes sociais.
O episódio levanta novamente o debate sobre os limites da disputa política, a depredação de material eleitoral e o respeito à propaganda dos adversários. Até o momento, porém, não há comprovação de que a mulher tenha agido por orientação de Leandro Grass ou de sua campanha.
Enquanto isso, Celina Leão segue dividindo sua agenda entre as atividades de governo, as entregas da gestão e a campanha pela reeleição.
E a três dias da votação do segundo turno, o Correio Braziliense publica uma nova pesquisa que coloca Celina Leão com 59,3% dos votos válidos, contra 40,7% de Leandro Grass.
Os números mostram a distância entre os dois candidatos neste levantamento e dão ainda mais força ao debate sobre as estratégias adotadas durante a campanha.
No fim das contas, o camaleão pode até mudar de cor, mas quem decide se a mudança convenceu é o eleitor.
E, por enquanto, na fotografia apresentada pela pesquisa, Celina está à frente e Grass ficou para trás.
Foto: Reprodução/ Correio Brasiliense

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