Proposta de Chico Vigilante ameaça 4.500 famílias no DF
Compartilhar
Posicionamento do deputado contra proposta de reestruturação financeira pode colocar em risco 4.500 empregos e comprometer programas sociais no Distrito Federal
A decisão do deputado distrital Chico Vigilante de anunciar voto contrário ao projeto que viabiliza operação financeira envolvendo o Banco de Brasília acende um alerta preocupante sobre os impactos econômicos e sociais dessa postura.
Ao se posicionar contra a proposta que permite ao Governo do Distrito Federal estruturar uma solução junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC), o parlamentar adota um discurso que, embora revestido de defesa do patrimônio público, pode gerar efeitos colaterais severos para a população do DF.
O BRB não é apenas uma instituição financeira: é um banco público estratégico, responsável por fomentar crédito, apoiar políticas públicas e garantir milhares de empregos diretos e indiretos. São cerca de 4.500 servidores que dependem da estabilidade da instituição para manter suas famílias. Uma sinalização política que fragilize a confiança no banco pode provocar retração de mercado, insegurança institucional e prejuízos irreversíveis.
A narrativa apresentada pelo deputado sugere risco iminente de dilapidação do patrimônio público, mas ignora que operações estruturadas com garantias são instrumentos legítimos de gestão financeira, especialmente quando visam proteger a saúde de uma instituição pública. Em momentos de turbulência econômica, decisões técnicas precisam prevalecer sobre disputas ideológicas.
Ao classificar a medida como “afronta” e antecipar voto contrário antes mesmo do amplo debate técnico, o parlamentar reduz o espaço para diálogo e contribui para um ambiente de instabilidade política. A convocação pública do presidente do banco pode ser legítima dentro do papel fiscalizador do Legislativo, mas não pode servir como ferramenta de desgaste institucional.
Caso o projeto seja inviabilizado, o risco não recai apenas sobre ativos imobiliários, mas sobre a própria sustentabilidade do banco. Uma eventual fragilização do BRB pode comprometer programas sociais, linhas de crédito para pequenos empreendedores e ações voltadas à população mais vulnerável do Distrito Federal.
O debate é necessário. A fiscalização é legítima. Mas transformar uma solução financeira em palco de embate político pode empurrar uma das instituições mais sólidas do sistema bancário regional para um cenário de instabilidade que ninguém deseja.
Neste momento, responsabilidade institucional deve se sobrepor a disputas narrativas. O que está em jogo não é apenas um projeto de lei, mas a segurança econômica de milhares de famílias e a continuidade de políticas públicas essenciais no Distrito Federal.
Tags: BRB, Chico Vigilante, Câmara Legislativa do DF, economia do DF, patrimônio público
Foto: Andressa Anholete/Agência CLDF


Entrar no grupo do WhatsApp