‘Ciclone monstro’ pode atingir o Brasil? Entenda

Foto: Divulgação
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Supertufão Champi chegou a registrar ventos de 296 km/h e ameaça regiões da Ásia, mas sua trajetória não representa risco para o território brasileiro.

Andrey Neves

Um fenômeno meteorológico de grandes proporções chamou a atenção dos brasileiros nesta quinta-feira (22). Apelidado de “ciclone monstro”, o supertufão Champi ganhou destaque nas pesquisas do Google após atingir ventos de até 296 km/h no Oceano Pacífico. Apesar da intensidade da tempestade, não existe previsão de que o fenômeno atinja o Brasil.

O Champi se formou no Pacífico Ocidental e avançou em direção à região de Taiwan, nas proximidades das Filipinas e do Japão. Depois de alcançar a classificação de supertufão, o sistema começou a perder intensidade, mas continua representando perigo para localidades asiáticas.

De acordo com o Observatório Meteorológico de Hong Kong, o ciclone apresentava ventos sustentados de aproximadamente 165 km/h no boletim mais recente consultado, permanecendo sobre o oceano a leste de Taiwan.

A aproximação da tempestade levou autoridades locais a emitir alertas para chuvas intensas, ventos fortes e ondas superiores a seis metros. Em Taiwan, pelo menos 125 voos foram cancelados nesta quinta-feira. No Japão, companhias aéreas também anunciaram cancelamentos preventivos devido à previsão de avanço do fenômeno.

A preocupação se espalhou pelas redes sociais e chegou ao Google Trends, onde o termo “ciclone monstro” apareceu entre as pesquisas em alta no Brasil. Parte das buscas está relacionada à possibilidade de a tempestade alcançar o território nacional, especialmente os estados do Sul, que registram episódios de ciclones extratropicais.

Apesar da semelhança no nome, o fenômeno que ameaça a Ásia é diferente dos sistemas extratropicais que costumam provocar temporais no Sul do Brasil. Os tufões são ciclones tropicais formados sobre águas oceânicas aquecidas, capazes de desenvolver ventos extremamente intensos.

As previsões meteorológicas indicam que o Champi continuará seu deslocamento próximo a Taiwan e poderá seguir em direção ao sul do Japão nos próximos dias, perdendo força gradualmente.

Para os brasileiros, a principal informação é que a trajetória prevista permanece restrita ao Pacífico Ocidental, sem qualquer indicação de avanço em direção ao continente sul-americano.

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