GDF busca solução para 800 famílias na Estrutural
Compartilhar
Por determinação da governadora, Codhab e Terracap iniciam articulação para buscar a regularização fundiária da Cabeceira do Valo, onde vivem mais de 800 famílias.
Andrey Neves
O Governo do Distrito Federal deu mais um passo na busca por uma solução fundiária, urbanística e ambiental para a comunidade Cabeceira do Valo, na região da Estrutural. Nesta quinta-feira (22), representantes da Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal (Codhab), da Terracap e lideranças comunitárias se reuniram para discutir alternativas que garantam segurança jurídica e moradia digna a mais de 800 famílias.
O encontro ocorreu por determinação da governadora Celina Leão e teve como objetivo encontrar caminhos para atender às reivindicações dos moradores, que ocupam a localidade desde 1989.
Durante a reunião, os representantes da Prefeitura Comunitária Cabeceira do Valo, Michael Carvalho de Almeida e Joaquim Waldeilton Campos, apresentaram demandas relacionadas à regularização da área. Entre elas estão estudos sobre a situação fundiária, a possibilidade de enquadramento na Zona Especial de Interesse Social (ZEIS) Vila Estrutural e a participação conjunta dos órgãos responsáveis pelo planejamento urbano e ambiental.
O presidente da Codhab, Marcelo Fagundes Gomide, informou que serão iniciados estudos de viabilidade para identificar alternativas de regularização. Ele também reforçou o compromisso do governo em buscar soluções que evitem a demolição de moradias de famílias em situação de vulnerabilidade.
Representando a Terracap, Renato Leal destacou a importância da integração entre os órgãos públicos. A proposta discutida prevê a formação de uma força-tarefa envolvendo Codhab, Terracap, Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Sedur), Instituto Brasília Ambiental (Ibram) e Ministério Público.
As lideranças comunitárias também solicitaram uma audiência com a governadora Celina Leão e defenderam a participação dos moradores nas próximas etapas das discussões.
Apesar do avanço nas negociações, a regularização ainda depende de estudos técnicos e jurídicos. O próximo desafio será transformar os encaminhamentos em medidas concretas, conciliando a preservação ambiental, o ordenamento urbano e o direito à moradia das famílias que vivem há décadas na Cabeceira do Valo.


Entrar no grupo do WhatsApp