Após 8 de janeiro, ex-secretário relata medidas para reorganizar a segurança do DF
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Em entrevista ao programa Voz da Comunidade, ex-secretário de Segurança Pública relembrou a crise institucional vivida pela PMDF e afirmou ter priorizado a preservação da hierarquia da corporação
Andrey Neves
O ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal relembrou, durante entrevista ao programa Voz da Comunidade, os momentos de tensão que marcaram a segurança pública do DF após os atos de 8 de janeiro de 2023. Segundo ele, assumir novamente o comando da pasta naquele período representou uma missão difícil diante da instabilidade institucional instalada na capital federal.
Na entrevista, o ex-secretário contou que recebeu o convite para reassumir a Secretaria ainda na noite de 8 de janeiro, feito pela então governadora em exercício, Celina Leão. Naquele momento, o Distrito Federal passava por uma situação excepcional, após o afastamento do então secretário Anderson Torres e, posteriormente, do governador Ibaneis Rocha.
Segundo o relato, a indicação ainda precisaria passar pelo crivo do governo federal e, diante da situação extraordinária, também poderia depender de decisões do Poder Judiciário.
“A Polícia Militar é maior do que isso”
Ao assumir a Secretaria, uma das primeiras preocupações apontadas pelo ex-secretário foi a situação interna da Polícia Militar do Distrito Federal.
Ele afirmou que havia uma grande instabilidade emocional entre os integrantes da corporação, especialmente diante da possibilidade de prisões envolvendo oficiais de alta patente e da prisão do então comandante-geral.
“A Polícia Militar é maior do que isso”, afirmou ao explicar a mensagem que buscou transmitir naquele momento.
O ex-secretário disse ainda que sua estratégia foi preservar a estrutura hierárquica da instituição e evitar que a crise provocasse um enfraquecimento ainda maior da corporação.
Reorganização da cadeia de comando
Como parte das primeiras medidas, o ex-secretário relatou que decidiu respeitar a cadeia hierárquica já existente dentro da PMDF.
Com a prisão do então comandante-geral, o subcomandante foi elevado ao comando da corporação. Da mesma forma, a então chefe do Estado-Maior passou à função de subcomandante.
De acordo com o entrevistado, a decisão tinha como objetivo demonstrar que a instituição continuaria funcionando dentro de sua estrutura de comando, mesmo diante da crise.
Ele também afirmou que buscou evitar que a Polícia Militar ficasse sujeita a interferências políticas que pudessem aumentar a fragilidade institucional naquele momento.
Experiência anterior
O ex-secretário também relembrou sua experiência anterior à frente da segurança pública e citou as manifestações de 2013 como um dos momentos em que acompanhou de perto a atuação da Polícia Militar do Distrito Federal.
Na avaliação dele, a corporação havia demonstrado capacidade operacional durante os grandes protestos realizados naquele período, especialmente em Brasília.
Antes de reassumir a Secretaria de Segurança Pública, ele havia ocupado a Diretoria Executiva da Polícia Federal, função que classificou como uma das mais importantes da estrutura operacional da instituição.
A entrevista foi realizada pelo programa Voz da Comunidade, que abordou questões relacionadas à segurança pública e aos acontecimentos que marcaram o Distrito Federal após os atos de 8 de janeiro.
Tags: Segurança Pública, PMDF, 8 de Janeiro, Distrito Federal


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