Mãe de bebê carbonizado no DF é solta

Imagem relacionada ao caso do recém-nascido encontrado carbonizado no Recanto das Emas
Publicado em: 26/09/2026 21:18Tags: , , , ,

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TJDFT concedeu liberdade provisória à mãe; companheiro teve prisão mantida em audiência de custódia.

Redação

Luana da Silveira Fonseca, 35 anos, e Wellington Ferreira da Cruz, 56, são investigados por terem deixado o corpo de um recém-nascido na rua, no Recanto das Emas. O casal passou por audiência de custódia na tarde de sábado (26/9). O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios concedeu liberdade provisória à mãe; Wellington teve a prisão mantida.

Imagens de câmeras de segurança registraram a mulher levando o recém-nascido em uma sacola até um ponto ermo a cerca de 50 metros da residência do casal. As gravações mostram que ela voltou à porta de casa, conversou com o companheiro e voltou à rua com a criança.

A Polícia Civil do DF informou que ainda procura identificar um terceiro suspeito que ateou fogo no local onde o corpo foi deixado. Outra filmagem mostra um homem, sem camisa, de bermuda e boné, aproximando-se por volta das 3h40 de sexta-feira (25/9), aproximadamente uma hora depois do momento em que o bebê foi deixado; ele deposita objetos no monte de lixo, ateia fogo e se afasta pelo mesmo caminho. O delegado Zander Vieira Pacheco afirmou que o homem ainda não foi identificado e que não se sabe se havia intenção de incendiar a criança.

O delegado também disse que ainda não está definido se o recém-nascido estava vivo quando foi queimado. Segundo as autoridades, a mãe foi autuada pelo crime e, ao ser localizada em casa, afirmou inicialmente ter sofrido um aborto espontâneo e que o filho teria caído no vaso, versão que não se confirmou.

Perícias na residência foram realizadas e os investigadores apontaram que o bebê estava com a placenta aderida ao corpo, o que indica tratar-se de um recém-nascido. A mulher foi levada a uma unidade de saúde antes da prisão. O laudo do Instituto Médico-Legal deverá determinar a causa da morte, e as apurações vão verificar se a criança nasceu com vida e se estava viva no momento da carbonização.

Foto: Luis Fellype Rodrigues

Tags: Distrito Federal, RECANTO DAS EMAS, crime, policia, bebe

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