Suspeito de tráfico ostentava Rolex de R$ 40 mil

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Investigação da Polícia Civil aponta organização que usava empresas de fachada e movimentou R$ 1,3 milhão em apenas dois meses.

Uma investigação da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) revelou detalhes sobre o padrão de vida de um dos suspeitos de integrar uma organização criminosa responsável pela distribuição de drogas na capital federal.

Informações divulgadas no sábado (24) apontam que um dos investigados, preso durante a operação realizada na sexta-feira (23), costumava exibir relógios de luxo, incluindo um Rolex avaliado em aproximadamente R$ 40 mil.

A organização é investigada na Operação Consortium, conduzida pela 26ª Delegacia de Polícia, localizada em Samambaia Norte. Segundo os investigadores, traficantes se associavam financeiramente para adquirir grandes quantidades de drogas de fornecedores de outros estados.

O esquema funcionaria por meio de contribuições dos participantes, que financiavam a compra e o transporte dos entorpecentes. Após a chegada ao Distrito Federal, os produtos eram armazenados e distribuídos aos responsáveis pela comercialização.

Durante a operação, foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão em Samambaia, Sol Nascente e Taguatinga.

A investigação também identificou indícios de lavagem de dinheiro. Uma empresa registrada para comercializar peças automotivas movimentou cerca de R$ 1,3 milhão em dois meses, apesar de não apresentar estrutura compatível com o volume financeiro declarado.

Quatro homens foram apontados como alvos centrais da investigação. Os envolvidos poderão responder por tráfico de drogas, organização criminosa e lavagem de dinheiro, conforme a apuração policial e o andamento do processo.

A PCDF busca identificar outros possíveis participantes e esclarecer o destino dos valores movimentados pela organização.

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