Terracap avança com novos projetos no Guará e 26 de Setembro

Publicado em: 24/08/2026 19:12Tags: , , ,

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QS 60 terá prédios residenciais, comércio e áreas de convivência; na 26 de Setembro, companhia realiza mapeamento para definir ocupação, equipamentos públicos e áreas de lazer

Andrey Neves

O Guará está prestes a ganhar uma nova área de desenvolvimento urbano. A Terracap trabalha na implantação da infraestrutura da QS 60, projeto que prevê a criação de um novo setor voltado principalmente à habitação coletiva, com prédios residenciais, comércio e espaços públicos.

A área, localizada próxima ao antigo setor de postos e hotéis, já possui projeto aprovado, registro em cartório e licenciamento ambiental. Segundo a Terracap, a infraestrutura está em andamento e a previsão é que a comercialização das unidades comece a partir de setembro.

Diferentemente de áreas destinadas à construção de casas, a QS 60 foi planejada para receber empreendimentos imobiliários de maior densidade. Os lotes poderão receber edifícios de até oito pavimentos, considerando térreo mais sete andares.

O projeto também incorpora elementos de urbanismo voltados à convivência e à circulação de pessoas. Cada quadra contará com uma praça, enquanto os principais eixos terão empreendimentos com fachada ativa, conceito que prevê atividades comerciais voltadas para as áreas de circulação.

A proposta é aproximar moradia, comércio e espaços públicos, criando um setor com diferentes serviços e usos em uma mesma região.

A implantação da QS 60 faz parte de uma estratégia mais ampla da Terracap para ampliar a oferta de áreas destinadas à habitação e ao mercado imobiliário no Distrito Federal.

Enquanto setores residenciais já consolidados apresentam limitações para novos empreendimentos, projetos como o da QS 60 permitem planejar previamente a infraestrutura e a ocupação do território.

A expectativa é que a chegada de novos empreendimentos também estimule a instalação de comércio e serviços, acompanhando o crescimento da população.

Enquanto prepara novas áreas para ocupação, a Terracap também concentra esforços no planejamento de regiões que já apresentam ocupação.

É o caso da Região Administrativa do 26 de Setembro, criada no último Plano Diretor de Ordenamento Territorial (PDOT).

Segundo o presidente da Terracap, a companhia está realizando um mapeamento aerofotogramétrico da região para identificar as áreas que já estão ocupadas e aquelas em que a ocupação está efetivamente consolidada.

O levantamento será utilizado para definir como o território deverá ser organizado, incluindo áreas destinadas à instalação de equipamentos públicos, espaços livres de uso público, praças e áreas de lazer.

A partir desse diagnóstico, a Terracap pretende elaborar um plano de uso e ocupação para a região.

O planejamento também deverá permitir que os projetos de urbanismo sejam analisados e posteriormente encaminhados para aprovação, possibilitando o avanço do processo de regularização.

De acordo com a Terracap, a região deverá ser dividida em diferentes trechos para que o processo de regularização avance de forma gradual.

A estratégia busca conciliar a realidade de uma área que já possui ocupações consolidadas com a necessidade de organizar o território para os próximos anos.

A revisão do planejamento também ganhou importância após o novo plano diretor ampliar a área considerada como zona de regularização fundiária.

Com isso, a Terracap passou a trabalhar na reorganização do uso e ocupação do território, buscando definir previamente onde ficarão equipamentos públicos, áreas de lazer e espaços livres antes do avanço dos projetos urbanísticos.

Os dois projetos mostram frentes diferentes da atuação da Terracap no desenvolvimento urbano do Distrito Federal.

Na QS 60, a companhia prepara uma nova área para receber moradia, comércio e infraestrutura. No 26 de Setembro, o trabalho parte de uma realidade já existente, buscando organizar a ocupação e criar as condições para a regularização da região.

A estratégia reforça a importância do planejamento urbano para acompanhar o crescimento de Brasília, conciliando a abertura de novas áreas para moradia com a organização de regiões que já estão em processo de consolidação.

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