Arruda lidera rejeição com 51% e enfrenta desafio para ampliar votos no DF
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Pesquisa Real Time Big Data mostra ex-governador em segundo lugar na intenção de voto, mas com o maior índice de rejeição entre os principais nomes da disputa pelo Buriti
Andrey Neves
José Roberto Arruda aparece em segundo lugar na disputa pelo Governo do Distrito Federal, com 22% das intenções de voto, mas outro número da pesquisa Real Time Big Data pode representar um desafio ainda maior para sua campanha: 51% dos entrevistados afirmaram que não votariam nele.
O índice é o maior entre os principais nomes testados pelo levantamento.
Celina Leão, que lidera a disputa com 34% das intenções de voto, tem rejeição de 38%. Leandro Grass aparece com 36%. Paula Belmonte registra 34%, enquanto Ricardo Cappelli tem 30%.
Os números ajudam a explicar um dos principais desafios de Arruda nesta eleição: não basta manter o eleitor que já declara intenção de votar nele. Para chegar ao Buriti, o ex-governador precisa conquistar também quem ainda não está ao seu lado.
E é justamente nesse ponto que a rejeição pode pesar.
Uma candidatura consegue avançar no primeiro turno com um eleitorado fiel. Mas, em uma eventual disputa de segundo turno, o candidato precisa buscar votos fora de seu grupo mais consolidado.
No cenário testado pela pesquisa entre Celina Leão e Arruda, a governadora aparece com 42%, contra 30% do ex-governador.
A diferença é de 12 pontos percentuais.
O levantamento mostra ainda que Arruda é um nome amplamente conhecido pelo eleitorado brasiliense. Isso significa que a campanha não enfrenta apenas o desafio de apresentar o candidato a quem ainda não o conhece.
Boa parte do eleitorado já conhece sua trajetória.
E é justamente essa trajetória que deve continuar no centro do debate eleitoral.
Arruda renunciou ao mandato de senador no episódio da violação do painel eletrônico do Senado. Anos depois, voltou ao comando do Distrito Federal, mas sua trajetória foi novamente marcada pela crise da Caixa de Pandora e pelos desdobramentos políticos e judiciais que se seguiram.
Recentemente, ao ser questionado sobre esses episódios e sobre o motivo pelo qual o eleitor deveria confiar novamente nele, Arruda afirmou que respondeu às acusações na Justiça. Também disse que o vídeo em que aparece recebendo dinheiro era anterior ao período em que assumiu o Governo do Distrito Federal.
Na sequência, passou a citar casos envolvendo outros políticos e destacou obras realizadas durante sua gestão.
Mas pesquisa eleitoral não mede apenas quem tem eleitor.
Também mostra quem encontra resistência.
E, neste primeiro retrato da disputa, Arruda tem uma base significativa de intenção de voto, mas também carrega o maior índice de rejeição entre os principais candidatos.
Isso não significa que o resultado da eleição esteja definido. Pesquisa é um retrato do momento, e a campanha ainda pode mudar o cenário.
Mas o dado de 51% mostra que o caminho de Arruda até uma eventual vitória passa por um desafio difícil: convencer eleitores que já afirmam, neste momento, que não votariam nele.
Para quem disputa uma eleição majoritária, ter votos é fundamental.
Mas conseguir reduzir a rejeição pode ser ainda mais importante quando chega a hora de buscar votos fora da própria base.
A pesquisa Real Time Big Data ouviu 1.600 eleitores do Distrito Federal entre os dias 14 e 18 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o número DF-07849/2026.
Tags: José Roberto Arruda, Eleições 2026, Governo do Distrito Federal, Pesquisa Eleitoral


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