Roosevelt Vilela defende escolas cívico-militares no DF
Compartilhar
Deputado rebate fala de Luiz Inácio Lula da Silva e destaca alta aprovação do modelo pela comunidade
Andrey Neves
Durante o evento de sanção do Plano Nacional de Educação, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que “o Brasil não precisa, na sua educação gratuita, de uma escola cívico-militar”.
O tema foi debatido neste sábado no programa Vozes da Comunidade, que contou com a participação do deputado Roosevelt Vilela (PL).
Defensor do modelo cívico-militar, o parlamentar criticou a posição do presidente, afirmando que ele está desconectado da realidade do país. “Esse sistema tradicional, infelizmente capitaneado e liderado pela esquerda por décadas dentro das escolas, é um modelo fracassado”, declarou.
No Distrito Federal, a aprovação da comunidade em relação às escolas com gestão compartilhada varia entre 81% e 98%, segundo levantamentos das secretarias do Governo do Distrito Federal (GDF), com dados da SEEDF e da SSP-DF, entre 2024 e 2026.
Ao longo da conversa, o deputado também questionou os índices de aprovação no ensino tradicional, classificando-os como distorcidos. Segundo ele, muitos estudantes são promovidos sem domínio adequado da leitura e interpretação de texto, sendo considerados analfabetos funcionais. Ele ainda afirmou que há limitações no sistema atual quanto à reprovação de alunos.
O parlamentar também mencionou o aumento de episódios de violência em escolas tradicionais. Nos últimos dias, vídeos que mostram agressões contra professores circularam nas redes sociais, além de relatos sobre o consumo de drogas entre adolescentes fora do ambiente escolar.
Roosevelt Vilela destacou ainda que as escolas cívico-militares oferecem referência e disciplina aos jovens. “Hoje, o jovem não tem referência”, afirmou. Ele acrescentou que moradores de Sobradinho o procuraram para discutir a possibilidade de implantação de uma escola de gestão compartilhada na região. “Se abrir uma vaga hoje, entram mais de mil requerimentos”, disse.
Tags: educação, política, Distrito Federal, escolas cívico-militares


Entrar no grupo do WhatsApp